Estava sentada no banco daquela praça nova que inauguraram quando você veio falar comigo. É, aquela praça nova. Com a estatua àquele homem engraçado que te mostrei semana passada. Lembra? De qualquer forma não estou aqui pra falar da estatua, e sim de você, suas palavras e toda surpresa que eu percebi sentir enquanto você as dirigia à minha pessoa.
“Precisamos conversar” Ele disse se sentando ao meu lado.
“Conversar?” Perguntei fingindo não entender. É eu estava fingindo. Minha amiga já havia me contando que você queria falar comigo. Não que ela tenha me falado sobre O que diabos você queria conversar. Isso nem eu consegui arrancar dela. Mas de qualquer forma, fiz meu melhor ar de surpresa.
“Sobre nós dois. Sobre mim. Sobre.. Você” Ele falou. Parecendo.. Culpado?! Meu deus, então eu era corna? É a minha amiga tinha razão em não ter me contado aquilo. Eu provavelmente ia falar que ela estava mentindo porque queria tirar ele de mim. Mas ela deveria saber que eu só falaria isso de brincadeira. Certo?
“Diga” Respondi tirando os fones do meu Ipod do ouvido. Estava tocando Boston, do Augustana. Vai que era um sinal. É, realmente devia ser um sinal. Afinal se tudo desse errado eu viajaria para Boston. Ninguém saberia nem meu nome.
“Eu andei pensando muito. E..” Como se fosse bom pensar muito. Todo mundo sabe que nada bom sai da sua cabeça se você pensar muito. Deus, até meu Cachorro sabe disso! “E percebi que eu te amo muito, muito mesmo. Mas..” E quem foi que inventou essa.. Coisa mesmo? Mas?! Que porra de não palavra é essa pelo amor de Deus?! “Mas.. Eu percebi que apesar de te amar hoje, de um jeito diferente, sabe como é, mais do que como amigo.. Eu tenho saudade de outras coisas. Coisas como te contar de todos os meus rolos e rir vendo você falar que meu coração é de pedra.” É realmente, depois de tudo que você já mostrou que sente por mim eu não teria nem como te chamar disso. “E sabe, nós nem namorados somos! E nem precisa fazer essa cara de ‘por-que-você-nunca-me-pediu-em-namoro-?’ porque você mesma já me falou que não aceitaria” É, eu realmente estava fazendo aquela cara. E bam, legal campeão, eu também tinha falado isso. Mas quem se importa!? Há uma grande diferença entre falar e Realmente fazer.
Ok. Eu já tinha divagado demais entre respostas, até pra mim mesma. E estava ficando frio. “Ei, acho que você já sabe a minha grande resposta pra tudo isso né?” A-há, ele está sorrindo agora.

“Sei sim. Vem cá. Quero um abraço seu, Menina Linda.” Te abracei. É, eu realmente deveria te namorar, Menino Lindo.