A ponta do meu dedo sangrava desde quarta. O sangue não jorrava, ou escorria, só estava lá, surgindo aos poucos. Você me perguntou se estava doendo, se o sangue já havia parado. Eu sorri e disse que estava tudo bem. O corte era pequeno, só estava assustada porque eu o havia feito com a minha própria unha, expliquei.
Você me encarava. Não tinha lhe dito como isso me dava agonia. Encarei-lhe de volta. Você sorriu, beijou minha bochecha.
“Acho que essas coisas são feitas de silêncios compreendidos.”
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