Eu amo você, o seu sorriso, a sua voz, a sua calça rasgada e todas as outras. Amo o Moicano e as demonstrações de enjôo pelo cabelo atual. Amo suas blusas e além de tudo amo incontrolavelmente seu cheiro. Amo os sonhos que me contou. (Também amo os que não contou). Amo o seu jeito de acreditar tanto nas coisas pequenas da vida, o jeito como me levou a sério desde o principio, e o fato de ter dito que ia me amar quando eu fosse uma Velha Gordinha. Amo a tatuagem em forma de folha que sonhou e amo os jardins. Os jardins poderiam até ser uma metáfora sobre o meu amor por você, mas como já sabe, eu não saberia desenvolve-la. Mas saiba que eu nunca amei tanto as árvores e suas folhas. Agora posso passar horas olhando para o céu dentre elas equanto sinto a sua falta.
Também amo o meu precisar de você. Precisar que há muito deixou de caber em mim. Dei o precisar que transbordou pelos meus poros a você. Para que cuidasse dele por mim.
(Dói-me vê-lo devolvendo esse precisar agora).
Minhas palavras precisam de seus sorrisos assim como meu pulmão precisa de seu cheiro e minha pinta no olho de seu toque. Meu paladar precisa de suas lágrimas e minha distração de seus dedos. Preciso do seu constante gosto de melancia e até meu joelho esquerdo precisa do seu. Mas, acima de tudo, meus sentimentos e sensações precisam de você.
(Sinto dizer, mas não sei transferir precisar. E não sei se gostaria de saber).
Prometo tomar conta do precisar que coube em mim, Menino.
Mas ele não é nem mesmo metade do que transbordou.
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