11 outubro, 2009

Capítulo 3

O parque estava vazio, chovia. Como eu não carregava bolsa, Nick teve que cobrir as poesias com a sua blusa xadrez. Eu o abraçava. Protegia seu tronco nu da chuva enquanto esperávamos a fila andar.
Entramos, a cabine era azul com um banco circular no centro. Estávamos a sós na cabine. Abrimos o vinho. Três goles por poesia.
“Jamais deixa o lodo de ser lodo,
E a estrela de ser estrela.
Mas basta a luz nele acesa,
Para que o barro vil reflita
Daquela flama infinita,
Toda a infinita grandeza.”
Nick apagou o seu último cigarro.

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