Preto. Se eu não conhecesse o caminho teria ido d’encontro com alguma parede. Você tinha acabado de sair. Eu tinha acabado de perceber que era uma mera espectadora. (Oh, meu bem, onde fomos parar?). Senti a camurça roçar o meu pé. Parei com todo aquele esforço, caindo sobre o tapete. Desmaiei.
Sonhei contigo, Menino.
Lembro-me de estar caindo em um buraco sem fim. Tudo qu’eu havia guardado se resumira a um líquido laranja e azul que escorregava para fora do meu corpo. Olhei para o lado. Você também estava caindo. Nada parecia escorregar de ti. Tentei lhe chamar. Antes que pudessem te alcançar, os sons caiam.
Me mantive deitada ali.
Ainda posso vê-lo caindo ao meu lado.
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