Estava extasiada, vaga. Poderia pintar a monotonia em teu semblante. Azuis ventos fluíam, por entre conversas de tons diversos. Vagavam rumo a olhos jamais vistos.
Em um delírio paralelo, não havia luzes ou vestígios.
Tremo ao ouvir o teu partir.
30 novembro, 2009
26 novembro, 2009
20 novembro, 2009
Levanto-me para cair.
Permite-me dizer que tem algo de errado com esse lugar?
Podemos dançar em seu quarto. Chega desse romance, minha fuga se perdeu.
Podemos dançar em seu quarto. Chega desse romance, minha fuga se perdeu.
14 novembro, 2009
Capítulo 7
Olhava, aflita, os borros de tinta que inundavam a tela a sua frente. Podia senti-lo a encarando. Logo ali, sentado na poltrona de veludo vermelho, a sua esquerda. Fingia estar entretido com um livro qualquer, mas a cada virar de página, ou gole de vinho, seus olhos se punham sobre ela.
“Pare de me encarar. Assim não vou ser capaz de produzir mais que borrões de tinta.” Ela falou, mordendo a ponta do pincel.
Ele se levantou da poltrona, caminhou até ela. Olhando-a nos olhos, tirou tudo aquilo que a vestia. Ela riu e, dizendo se sentir solitária demais sendo o único ser humano nu do cômodo, tirou também as peças de roupa que o escondiam.
Pegou o pincel que ainda era pressionado pelos dentes dela. Mergulhou-o na tinta vermelha. Pintou-a da ponta dos pés a pinta no olho esquerdo. Ela fazia o mesmo. De azul, da cova esquerda aos calcanhares. Quanto aos lábios, foram os únicos que, entre beijos, resistiram às cores.
Por fim, deixaram seus corpos cansados caírem sobre o sofá. Sofá, que antes era apenas um velho sofá de lona branca, era agora o sofá mais lindo do mundo.
“Pare de me encarar. Assim não vou ser capaz de produzir mais que borrões de tinta.” Ela falou, mordendo a ponta do pincel.
Ele se levantou da poltrona, caminhou até ela. Olhando-a nos olhos, tirou tudo aquilo que a vestia. Ela riu e, dizendo se sentir solitária demais sendo o único ser humano nu do cômodo, tirou também as peças de roupa que o escondiam.
Pegou o pincel que ainda era pressionado pelos dentes dela. Mergulhou-o na tinta vermelha. Pintou-a da ponta dos pés a pinta no olho esquerdo. Ela fazia o mesmo. De azul, da cova esquerda aos calcanhares. Quanto aos lábios, foram os únicos que, entre beijos, resistiram às cores.
Por fim, deixaram seus corpos cansados caírem sobre o sofá. Sofá, que antes era apenas um velho sofá de lona branca, era agora o sofá mais lindo do mundo.
09 novembro, 2009
06 novembro, 2009
Capítulo 6
Conheci Ange na porta à esquerda do segundo andar do prédio envernizado, próximo a locadora. Sessenta e quatro latas de cerveja de três euros, vinte e uma garrafas de vinho e doze de champange; e próximos ao cinzeiro, dois canecos de chá com canela.
Ele era todo olhos e experiência, vestia uma jaqueta de couro preta. Algo nele me lembrava o Nicholas. Não pude evitar um sorriso quando Elliot nos apresentou.
Eram 06h02min da manhã, eu usava a jaqueta do Ange. Abri os olhos devagar numa tentativa frustrada de acostumá-los com a claridade. Estava deitava em um futon vermelho e ele no chão a minha frente. Encarava-me. Pude sentir meu rosto, antes pálido, passar por todas as cores do arco-íris.
Ele era todo olhos e experiência, vestia uma jaqueta de couro preta. Algo nele me lembrava o Nicholas. Não pude evitar um sorriso quando Elliot nos apresentou.
Eram 06h02min da manhã, eu usava a jaqueta do Ange. Abri os olhos devagar numa tentativa frustrada de acostumá-los com a claridade. Estava deitava em um futon vermelho e ele no chão a minha frente. Encarava-me. Pude sentir meu rosto, antes pálido, passar por todas as cores do arco-íris.
Assinar:
Postagens (Atom)