Quando sua relação com Theo estava ficando conturbada, Stella disse-me que iria passar alguns dias no apartamento de uma prima em Versailles. Assim, no décimo oitavo dia de novembro, o fez.
Estava sentada em um banco de madeira quando ele se aproximou. Sabia que seu nome era Gustav, pois sua prima os havia apresentado há algumas noites. Os seus dentes tremiam e ele lhe deu seu cachecol. Disse que nunca vira alguém ficar tão bem de cachecol e, com um doce sorriso, roubou-lhe um beijo.
Mesmo que cobertos de neve, Stella sempre acharia aqueles jardins os mais bonitos do mundo.
24 fevereiro, 2010
21/03/08
Memórias. Memórias boas. Memórias ruins. Memórias que jamais serão esquecidas. Memórias que quer esquecer? Memórias que vai lembrar. Memórias que te farão sorrir. Memórias que te farão chorar. Memórias. Meras memórias.
20 fevereiro, 2010
Capítulo 16
Estava em minha quinta xícara de café quando me ligou. Tinha a voz cansada, triste. Contei-lhe sobre os fins goles de café, sempre acompanhados por um gosto de baunilha, que tinha encontrado ali na Clinton; disse-me que estava indo para lá.
Assim que entrou, vi-me perdida em teu cheiro de melancia e cabelos limpos. Vestia um suéter cor de gelo e amarelo e tinha todo o arco-celeste escapando pelos poros. Cumprimentei-lhe com um sorriso e sentou-se na cadeira em frente a minha.
“Te escrevi um poema”.
Assim que entrou, vi-me perdida em teu cheiro de melancia e cabelos limpos. Vestia um suéter cor de gelo e amarelo e tinha todo o arco-celeste escapando pelos poros. Cumprimentei-lhe com um sorriso e sentou-se na cadeira em frente a minha.
“Te escrevi um poema”.
17 fevereiro, 2010
armário
Querido Azul,
Estou com saudade de tua boca, cara e sonhos. Acordei com teu nome tirando-me todo o ar dos pulmões. Era um alto demais pr’um eu fraco demais, então, desmaiei. Como de costume, sonhei com nossa essência, caindo toda laranja e azul, naquele velho buraco sem fim. Apesar dos olhos fechados, pude vê-lo trancar a porta e deixar os sapatos amarelos sobre o tapete. Bebeu um gole de café e sussurrando "boa noite" afagou-me os cabelos.
Beijos para tua ventura,
Eu amo você.
P.S.: Toda essa falta de teu cheiro vai acabar me dando câncer.
Estou com saudade de tua boca, cara e sonhos. Acordei com teu nome tirando-me todo o ar dos pulmões. Era um alto demais pr’um eu fraco demais, então, desmaiei. Como de costume, sonhei com nossa essência, caindo toda laranja e azul, naquele velho buraco sem fim. Apesar dos olhos fechados, pude vê-lo trancar a porta e deixar os sapatos amarelos sobre o tapete. Bebeu um gole de café e sussurrando "boa noite" afagou-me os cabelos.
Beijos para tua ventura,
Eu amo você.
P.S.: Toda essa falta de teu cheiro vai acabar me dando câncer.
10 fevereiro, 2010
É Cedo (ou Tarde Demais)
Se cubra de azul e encontre-me em um campo de cevada. Estarei há cinco passos do centro, laranja, fluorescente. Leve todas as cartas, pois lá deixei o amor. Leve também os beijos sempre curtos e o teu sorriso. Eu levarei, respingada de tinta, a esperança.
05 fevereiro, 2010
eixo
Cada gota é como um sentimento desconexo que foge de ti. Cinco, sete, dez gotas e já se vê sentindo todo o esplendor do nada. Outro dia está se erguendo. Deita-se na rua buscando o acolher no asfalto, mas já não é capaz de sentir o calor.
tudo bem
Minhas mãos sangravam amargas tangerinas. Não nos víamos há quarenta e sete dias. Deitei-me. Você fumava outro cigarro, sentado sob tijolos.
Sorri com todo o sol que tinha dentro de meu frágil corpo. Os raios de sol ofuscaram tua visão e levaram-te para longe. Beijei-te, então, com todas as cores do arco celeste e já não saberias dizer onde estava.
O calor era afeto que dentre lutas expandia-me o peito.
Sorri com todo o sol que tinha dentro de meu frágil corpo. Os raios de sol ofuscaram tua visão e levaram-te para longe. Beijei-te, então, com todas as cores do arco celeste e já não saberias dizer onde estava.
O calor era afeto que dentre lutas expandia-me o peito.
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