Estava em minha quinta xícara de café quando me ligou. Tinha a voz cansada, triste. Contei-lhe sobre os fins goles de café, sempre acompanhados por um gosto de baunilha, que tinha encontrado ali na Clinton; disse-me que estava indo para lá.
Assim que entrou, vi-me perdida em teu cheiro de melancia e cabelos limpos. Vestia um suéter cor de gelo e amarelo e tinha todo o arco-celeste escapando pelos poros. Cumprimentei-lhe com um sorriso e sentou-se na cadeira em frente a minha.
“Te escrevi um poema”.
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