17 fevereiro, 2010

armário

Querido Azul,

Estou com saudade de tua boca, cara e sonhos. Acordei com teu nome tirando-me todo o ar dos pulmões. Era um alto demais pr’um eu fraco demais, então, desmaiei. Como de costume, sonhei com nossa essência, caindo toda laranja e azul, naquele velho buraco sem fim. Apesar dos olhos fechados, pude vê-lo trancar a porta e deixar os sapatos amarelos sobre o tapete. Bebeu um gole de café e sussurrando "boa noite" afagou-me os cabelos.

Beijos para tua ventura,
Eu amo você.

P.S.: Toda essa falta de teu cheiro vai acabar me dando câncer.

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