03 março, 2010

"tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida"

Descansa ao pé desta árvore, Anjo. Trago-lhe um coração companheiro e girassóis que arranquei dessa terra que viu-nos passar.

Por vezes vi-me junto a sons soturnos de mágoas amargas, melancólicas. Era tudo um pulso febril e agitado antes de ti, Anjo. Mas você chegou e, com teus botões e encantos, floreou o meu viver.

Desde que tuas asas se soltaram e voaram para longe a dor voltou a morar em minh’alma.

Mas logo há de vir a noite, Anjo. Descanse ao pé desta árvore torta que, antes mesmo que o sol nasça, os ventos hão de me soprar até ti.

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