28 julho, 2010

Sundust

Tudo é d’uma textura pastosa. Meus pés queimam. Acaricio teu rosto e este se derrete em minhas mãos. És frio, contudo. Escorre-me por entre os dedos até o chão de areia.

Mergulho em ti e finalmente o frescor me volta ao corpo. Submersa vejo todas tuas lembranças passarem com a correnteza de teu corpo. Tens tanto amor em ti... E dor. Dor que vem n’uma correnteza de ondas tão finas que me cortam a pele. Choro.

Tanto choro que minhas lágrimas constituem um oceano no qual teu fluido se perde.
Mais uma vez, te perco ao me perder.

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