Acordei com o calor do sol me tocando a pele. Estava deitada sobre uma nuvem, havia dormido por trinta e sete dias. Você já estava acordado. Senti vontade de lhe perguntar há quanto tempo o sono lhe escapara, mas, em um silêncio tão belo, palavras seriam como lâminas. Beijou-me o rosto e, pulando de nuvem em nuvem, me chamou para dançar. Pulei tão alto que por segundos tive a sensação de voar. Você riu (e não há nada tão doce quanto teu riso). Dançamos, então, até que nossos corpos ficaram tão quentes que fomos um. Um que desceu até o rio, molhou os pés e cantou à vida.
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