21 novembro, 2010

1997

Teus dedos, olhos, boca. Tudo sorri. Acaricia-me a pele e sinto estrelas escorrendo de teus calcanhares até meus cabelos. Posso voar.

Posso dançar com as andorinhas, sussurrar cantos tão belos quanto os de rouxinol. Posso ser sua – e bem sei que não há nada melhor que isso.

Mas a música vai acabando, teus pés vão voltando a ser pálidos. Tenho medo de te perder. Medo de chorar outros sete oceanos e alagar-me novamente.

Quero ser livre. Quero saber dividir o nome de minha liberdade contigo.

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