10 novembro, 2010

frasco

Mordisca-me a pele, sussurra um pouco de amor.
Perco tudo que julgava chão.

Senta em um banco cor de azul, acende um cigarro.
Pergunta o porque d'eu não acreditar em tua existência.
Acredito sim, eu respondo.
Só não acredito em tua presença.

(O estranho é não saber o que é teu corpo.
Sei de tua alma leve, de teu cheiro fresco, mas só.
Já não sei discernir o real).

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