23 setembro, 2011

Capítulo 30 - Ensaio

Alice tinha os olhos castanhos, azuis e quase sempre lilás. Tinha corpo de menina e alma de quem já viveu. Viveu em mundos longe desse, alegres ou tristes, eu não saberia dizer.

Levou-me para o sul, para o norte e um pouco mais além. Bebemos tinha guaxe até congelar o ser e juramos nosso amor enquanto o sol foi dormir. Ela reluzia e saia para voar. Chamou-me algumas vezes.. Agora está por lá.

[Alice é livre, solta e bordada de estrelas]



19 setembro, 2011

prólogo


Tem muito tempo desde a ultima vez que escrevi. Muito tempo desde tanta coisa.. Pus a alma pra dormir pensando que era só descanso.
Hoje ela acordou. Acordou doída como quem acaba de cair no mundo depois de um sonho bom (sonho que não existiu; nada existiu, flutuei). Sorrio, contudo. Sei que não vou pô-la pra dormir sem querer de novo. Sei que, dessa vez, viro poesia. Viro poesia mesmo que só depois.
E vou sair cantada da boca de um raio de sol.