30 dezembro, 2011

sou

Meu corpo não é corpo. Não tenho pele, ou pulmões. Entro e saio de algo que inexiste. Explodo. Sinto cada fragmento de meu não ser se desconstruir em minúsculos grãos de nada que dizem não acreditar na gravidade. Pairam. Pairam até o fim de trinta e dois segundos, onde um movimento constante de atrair e repelir os toma e gera energia que me faz explodir outra vez. Gera um furacão, um redemoinho. Giro, giro, giro. Paro. A gravidade volta a existir. Ainda como nada, caio no mar.