Começa comigo andando, não conheço o lugar, ou o motivo pr'eu estar indo embora. Vejo-me de fora, mas logo passa. Meu estômago dói e tudo tem tom de outono. Continuo andando, não existe ninguém - provável que nem eu. Fico procurando passarinhos, penso em nadar. Os pensamentos que vem não saem de mim. Não está calor, mas tiro o casaco. Minha cicatriz é colorida. Sorrio. Imagino um gnomo de barba ruiva enviando os pensamentos até mim. Sento-me em um banco. Lá longe vem alguém. Minha cabeça começa a projetar uma série de imagens. Índios, índia, eu. Tudo cai. Calça sapatos com cor de madeira ressecada. Reconheço-o. "Posso me sentar?". "Por favor" (Esse vem de mim).