Acordo com o sol dançando vermelho enquanto me esquenta a
pele. Flutuo num barco que flutua no mar e não sei dizer há quanto tempo estou
a fazê-lo. Levanto-me. Andando até a proa, estranho o gelado do chão - como se
o sol só tivesse procurado abrigo em mim. Lá em baixo, o mar mais azul que eu
já vi.
Tudo muda.
Estou em uma espécie de deck flutuante. Os raios de sol são agora
amarelos e posso conta-los toda vez que pisco. Fecho, então, os olhos e, quando
um passarinho corta o céu e a sombra me faz abri-los, você sobe a superfície.
Tua pele tem gosto de mar.