15 setembro, 2012

carinho


Acordei velhinha, uns setenta e três anos. Descobri que tinha trocado o chocolate no leite por mel e que o mero acordar já me era motivo pra explodir em sorrisos. Tudo fazia silêncio e tinha um passarinho azul na janela. Não sei explicar o que senti: não parecia ter nenhum outro alguém lá, mas meu peito nunca esteve tão cheio de amor. 

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