23 abril, 2014

XXXVIII

Lavando o rosto, percebi minhas unhas do seu jeito favorito e vai ver foi isso que te trouxe naquele final de tarde, mas quando abri a porta e encontrei teus olhos, alegres! eu não esperava ver você de jeito nenhum..
(O tempo passou pela gente de formas que eu nunca poderia imaginar - Lembro-me de ter medo de que o tempo fosse me tirar o rosto que você conhece e talvez tenha! Mas ainda vive na gente o mesmo amor que vimos antes em outros rostos, nossos!) – Sorri.
Eu só de calça, num cenário completamente diferente do todos os que a gente já povoou.. Te dou espaço pra entrar, tua mão faz carinho na pena qu’eu agora tenho tatuada nas costelas.
Sinto-te, mas sinto em outros cheiros.. Teus olhos agora se compõe em uma outra forma.. Mas ainda está ali!
(Nessa hora eu gargalho bem livre, dou-te um beijo na bochecha)
- Quer chá? – Pergunto. Teu corpo calado.
- Você tem bebido chá?
- Eu tenho bebido chá e meditado todo dia de manhã. Eu sei, eu sei, já é pôr-do-sol. Mas acabei de me despertar com uma sensação enorme de que o dia tava amanhecendo. Acho que é porque o sol entra com uma luz bonita no meu quarto essa hora.
(Silêncio)
(...)
Estávamos deitados no chão ao lado da cama. Você de regata e calça e eu de calça e meias que você logo se põe a tirar - Senti saudade dos seus pés. - Sorri, sentia saudade dos meus pés perto de você.

Corro minha mão até a sua - os estalos ainda lá e nessa hora consigo te roubar um sorriso tão sincero que me engole! Meus lábios escorrem e dançam com os teus num silêncio d e li ca d o que me tira o fôlego e a manhã.

Me faço tua até a noite se por,




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